O mundo desperto para as tecnologias e invenções, uma sociedade consumista e em busca de inovação, o tempo que pára, o stress a principal preocupação e os jovens um grande ponto de interrogação.
É a realidade do século XXI.
As pessoas estão cansadas, a sociedade saturada, há necessidade de libertação, de conhecer coisas novas e de esquecer a rotina. Perante isto as pessoas procuram refúgios, onde se possam abstrair das 24 sob 24 horas de azáfama que vivem. Esses refúgios são incalculáveis: a solidão, uma montanha, uma praia deserta, uma multidão, o ser humano tem necessidade de tudo e de nada, de solidão e de vazio e ao mesmo tempo da multidão e da confusão.
Perante isto, surge a Internet, esta invenção mágica e ao mesmo tempo terrível, que abre novas portas, permite aceder ao vazio e à multidão sem que se saia do lugar. Permite comunicar, ou ficar calado, ouvir ou ser ouvido, conhecer e ser conhecido, desabafar e ouvir desabafos.
Aparentemente dá a ideia de algo fantástico e inovador. Não é que não o seja, mas toda a sua fantasia em menos de nada pode-se transformar em perigo. Perigo esse, que atinge essencialmente os principais utilizadores da Internet, que são também o público mais fácil de “enganar”. Estou a falar dos jovens. Estes que procuram a aventura e o desconhecido.
Nos últimos tempos essa aventura e esse mundo desconhecido tem sido procurado pelos jovens num site designado por hi5. Um site onde as pessoas (jovens essencialmente) se expõem através de fotografias e dão-se a conhecer através de mini-apresentações.
Ora, tudo isto, assim de repente parece perfeitamente normal, no entanto, era bom que este site tivesse em alerta vermelho, para que os jovens, principalmente, percebessem que a sua exposição através de fotografias (especialmente as mais ousadas) pode causar danos pessoais gravíssimos.
Já pensaram que as vossas fotos podem ser manipuladas e colocadas por aí, em site pornográficos, por exemplo.
Reflictam, se querem dar-se a conhecer, não ponham em causa a vossa imagem, o vosso eu. Vão até à rua, a um café, a um jardim, a uma esquina, que sabe não encontrem por aí alguém que vos desperte atenção ao invés de estarem sentados diante de um ecrã a semear frutos perigosos para algum marginal colher!
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