10.5.07

Centro de reconhecimento, validação e certificação de Competências



Como é já do conhecimento de todos, desde o início deste ano lectivo que a nossa escola adquiriu o carácter de Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, que funciona em regime pós laboral, é leccionado por docentes pertencentes á escola, abrange todas as faixas etárias e tem como objectivo final dar equivalência ao 9ºano, todavia, no próximo ano lectivo irá já decorrer o projecto no mesmo âmbito, com a atribuição de equivalência ao 12ºano.
Como estamos já na recta final deste ano lectivo, paira no ar uma certa curiosidade acerca do funcionamento do CRVCC (Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) e do percurso dos alunos que o frequentam.
Deste modo temos dois casos de sucesso protagonizados por Helena Ribeiro e Maria Marques, duas alunas com percursos de vida bastante diferentes, mas com um objectivo muito semelhante, “o querer saber mais”. Assim, decidiram frequentar o CRVCC para conseguirem obter a escolaridade mínima obrigatória.
Helena Ribeiro, uma jovem de 25 anos, com o 6º ano de escolaridade, por influência dos amigos, que a desmotivaram em relação á aprendizagem, é hoje empregada de balcão, mas queria mais, e então, através do incentivo de alguns professores deste estabelecimento de ensino, e do apoio de toda a sua família decidiu prosseguir os estudos.
Está hoje a poucos dias de conseguir o certificado correspondente ao 9ºano de escolaridade e afirma, que esta foi uma experiência positiva, claro está com algumas dificuldades iniciais na adaptação de novo á vida escolar, no entanto considera que os professores tiveram um papel fundamental nesta sua adaptação, assim como o bom funcionamento da escola. Por todos estes factores positivos pensa seriamente em prosseguir neste projecto até alcançar o 12ºano.
Temos mais um caso de sucesso, este, com realidades um pouco diferentes do anterior, protagonizado por Maria Marques. Uma mulher de 53 anos, com o 4ºano de escolaridade, pois os recursos económicos da família mais não lhe permitiram, o que constituiu um desgosto enorme para a sua pessoa. Maria é hoje auxiliar de acção educativa, e sente-se satisfeita com a sua profissão, todavia, sempre teve em si o gosto pela aprendizagem, contudo foi o desejo de se tornar uma pessoa mais culta que a fizeram aceder a este projecto, cuja divulgação chegou até si através da rádio, e da sua filha a frequentar este estabelecimento de ensino que constituiu um forte incentivo. Na recta final do ano, Maria Marques diz que as suas principais dificuldades foram ao nível da escrita e da compreensão de textos, hoje já conseguiu de certa forma ultrapassá-las, devido ao seu esforço pessoal e sobretudo aos professores que têm desempenhado um trabalho magnífico, Apesar das dificuldades, esta aluna afirma ter desenvolvido o seu sentido de responsabilidade e a sua autonomia, por isso tenciona, também, alargar a sua escolaridade até ao 12º ano.

Sem comentários: